Friday, April 21, 2006

Pausa

Fui matar a sede a outra(s) cidade(s). Volto já.

Tuesday, April 18, 2006

A última vez que vi o Paris

Ao passar há dias na Rua Domingos Sequeira, olhei para o cinema Paris como já não o fazia há muito. Nunca lá fui ver cinema. Mas, após alguma pesquisa, descobri que foi inaugurado em 1931 e depois de décadas de sucesso e popularidade acabou por fechar as portas no final dos anos 70. Lembro-me quando há poucoas anos a Câmara de Lisboa, liderada por Santana Lopes, avançou para a sua demolição, mudando de ideias poucos dias depois. Falou-se, mais ou menos na mesma altura, de um projecto destinado a transformar o Paris num hotel entre outras coisas. Depois deixou de se falar. Desde então, o Paris agoniza num coma profundo.
A decadência e o esquecimento do Paris fez-me pensar nos outros cinemas espalhados pela cidade. Nos desaparecidos, fechados, demolidos, esquecidos. Cinemas de outro tempo. Do tempo em que o caminho para o cinema não passava pelo centro comercial.
Não sou do tempo que se andava, com os amigos, por tudo quanto era sala de cinema de Lisboa – como ouvi dizer do meu pai - do Bélgica ao Rex, do Royal ao Império, do Monumental ao Lys, do Tivoli ao Éden.
Não conheci as salas que reuniam milhares de mulheres sozinhas que ali passavam a tarde de domingo, vestidas com conjuntos de malha, enquanto o magala que lhes prometera casamento ia e vinha das colónias. Era todo um mundo triste e esperançoso cheio de cartas, madrinhas de guerra, choros. Das senhoras de casacos de peles e colares de pérolas que não perdiam uma espanholada, dos pais e filhos nas matinés de qualquer western-spaghetti. Mas até eu tenho saudades desses filmes que nunca vi.
Conheci apenas alguns já em fase terminal, mas mesmo esses poucos foram suficientes para me fazer perceber de que eu gosto é da sala, uma sala de cinema, uma autêntica sala de cinema, com foyers, varandas, balcões e écrans. Preciso de um Paris, de um Alvalade, de um Condes, de um Europa para, às escuras, chorar. E de, quando as portas se abrem, a luz do dia ferir os olhos marejados. E secar as lágrimas à pressa e, com um aperto no peito, correr para a rua, correr na rua, perder-me na rua. Não no corredor de um centro comercial.

Bipolaridade

Não posso deixar de achar interessante a distinção que se faz entre Portugal e os portugueses. Quando se fala de Portugal, é tudo o que há de melhores valores, história, honra e dignidade. Quando se fala de portugueses, não pode haver pior, mais decepcionante e provinciano.

Tuesday, April 11, 2006

Mudar de estação

Como nos últimos anos, é possível que a transição entre Inverno e Verão seja feita numa questão de dias. Não sei o que dizem os metereologistas, mas certamente será um Verão cheio de calor. Sabendo desta rápida transição, o que aconteceu à chamada “meia estação”? Uma expressão que desapareceu do vocabulário corrente e do comercial. Já nenhuma loja anuncia colecções de meia estação. Já ninguém tem roupa de meia estação. Apenas roupa que se veste ou despe segundo o frio e o calor. Se a transição entre o frio e o calor é tão rápida entende-se que o intervalo vá perdendo identidade. Falar da meia estação, agora só com meias palavras.

Monday, April 10, 2006

Mentira

Um blog dá-nos a ilusão de todos os dias termos coisas interessantes para dizer.

Friday, April 07, 2006

13 coisas que odeio em supermercados

1. Idiotas que decidem que não querem o gelado de chocolate e o largam em qualquer canto do supermercado, acabando normalmente em cima das embalagens de cereais.
2. Idiotas que estacionam os carrinhos no meio do corredor enquanto percorrem a loja inteira buscando as coisas que precisam.
3. Idiotas que, ao nos verem dirigir para a caixa, correm para se colocar à nossa frente.
4. Idiotas que pedem para passar à nossa frente na caixa porque só têm “2 coisinhas”, quando nós temos também “2 coisinhas”.
5. Funcionários idiotas que nunca aparecem quando precisamos deles.
6. Funcionários idiotas que fazem reposições ocupando corredores inteiros na hora em que a loja tem mais clientes.
7. Idiotas que inspeccionam minuciosamente o interior do nosso carrinho/cesto.
8. Pais idiotas que recusam comprar aquilo que a criancinha quer mas que, depois de uma birra de gritos de 15 minutos, acabam por lhes fazer a vontade.
9. Crianças idiotas que querem que os pais lhes comprem tudo o que contém açúcar.
10. Idiotas doentes que espirram para as mãos e depois insitem em tocar em todas as maçãs, laranjas e alfaces que encontram.
11. Idiotas que partem coisas e não avisam os funcionários, deixando tudo espalhado no meio do corredor.
12. Hipermercados.
13. O Pingo Doce.

Wednesday, April 05, 2006

Madeleine knows

I've never been to Rome
But I don't need to go
I don't need to go to know
Life would be sweet and slow